quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Meditações Diárias de 16 a 31 de outubro de 2014


Meditações Diárias

16 de Outubro
         Algumas vezes, mesmo muito tempo depois de nos separarmos de alguém, somos levadas a descobrir como ele está -o que anda fazendo, quem (ou se) está namorando, etc.
         De acordo com uma lei espiritual, o que devemos saber nos será revelado sem nenhum esforço de nossa parte. É uma atitude sábia confiar na capacidade da alma de escolher o momento certo, assim como nos métodos relacionados a tais revelações.
         Qualquer outra atitude, significa forçar uma situação, o que faz parte de nossa doença.

17 de Outubro
         É a aceitação do outro exatamente como realmente ele é que permite a ele mudar se assim desejar.

18 de Outubro
         A maioria de nós tem a capacidade de ser muito mais feliz e mais realizada como indivíduos do que nos damos conta. Freqüentemente não reivindicamos tal felicidade porque acreditamos que o comportamento de alguém nos estar impedindo de agir assim. Ignoramos a obrigação  de nos desenvolver enquanto planejamos, manobramos e manipulamos a fim de mudar outra pessoa e ficamos zangadas, desanimadas e deprimidas quando fracassamos. Tentar mudar alguém é frustante e deprimente, mas exercitar nosso poder efetuando mudanças em nossas vidas é estimulante.

19 de Outubro
         Uma mulher que usa os relacionamentos como uma droga negará o fato com mesma veemência que algum indivíduo dependente químico -e com resistência e medo equivalentes no que diz respeito a abrir mão de seu raciocínio obsessivo e seu modo altamente emocional de interagir com homens.

20 de Outubro
         Para uma mulher que ama demais, a doença principal é a dependência da dor e familiaridade com um relacionamento insatisfatório. Na verdade, isso é gerado a partir de modelos de toda uma vida que se estende à infância, mas ela deve antes de tudo lidar com os modelos atuais para se recuperar. Não importa até que ponto o seu parceiro seja doente, cruel ou desamparado, ela deve entender que toda a tentativa de mudá-lo, ajudá-lo, controlá-lo ou culpá-lo é uma manifestação da própria doença, e que precisa parar com esse tipo de comportamento para que outras áreas de sua vida se aperfeiçoem. O único esforço legítimo é para consigo própria.

21 de Outubro
         Você pode descobrir que sobrou muito pouco sobre o que conversar, uma vez que todos os agrados, as discussões, as ameaças, as brigas e as reconciliações chegaram ao fim. Isso porque todo esse tempo você teve um relacionamento com um homem que você pensou que ele poderia ser, deveria ser e seria -com sua ajuda-, e não com o homem que ele realmente é.

22 de Outubro
         Uma das implicações de parar de administrar e controlar a vida do outro é que você precisa renunciar à identidade de ser 'prestativa', mas ironicamente isso é muitas vezes a única coisa útil que se pode fazer por quem você ama. A identidade de ser 'prestativa' é um delírio do ego. Se realmente quiser ser prestativa, deixe de lado os problemas dele e cuide dos seus.


23 de Outubro
         Se você se surpreender participando de um ciclo interminável de incriminações, réplicas, acusações e contra-acusações, pare. Desista de tentar fazer as coisas saírem do jeito que você quer sendo simpática, tempestuosa ou incapaz. Pare de precisar vencer. Pare de precisar lutar ou fazer com que ele lhe dê uma boa razão ou desculpa pelo comportamento ou negligência dele. Pare de precisar que ele demonstre que está suficientemente arrependido.

24 de Outubro
         Muitas de nós que amamos demais somos pega culpando os outros pela infelicidade em nossa vida, enquanto rejeitamos nossos erros e nossas próprias escolhas. Trata-se de uma abordagem de vida que é insidiosamente sedutora e deve ser erradicada e suprimida, e o modo de fazer isso é dando uma boa, firme e honesta olhada em nós mesmas. Somente vendo nossos problemas e nossas falhas (e nossos pontos positivos de sucessos) como nossos, em vez de relacionamos de algum modo com os outros, podemos dar os passos para mudar o que precisa ser mudado.

25  de Outubro
         Disponha-se a experimentar pelo menos uma nova atividade por semana. Veja a vida como um banquete e sirva-se de um bocado de experiências diferentes para descobrir o que agrada.

26 de Outubro
         Cultivar algo que precisa ser desenvolvido em você não significa esperar que ele mude para então dar prosseguimento à sua própria vida. Em vez de fazer planos que depende da cooperação dele, faça-os como se, além de si própria, não houvesse com ninguém com quem contar. Pense como seria se nunca o tivesse conhecido. Você descobrirá que há muitas maneiras estimulantes de fazer a vida funcionar para si mesma quando parar de depender dele e, em vez disso, utilizar todas as outras opções.

27 de Outubro
         Quando você não gosta de muitas características, valores e atitudes dele, mas agüenta tudo pensando que se continuar sendo apenas atraente e carinhosa o bastante ele mudará por você, está amando demais.

28 de Outubro
         Qualquer relacionamento significativo tem na verdade uma vida independente e própria, com um objetivo completamente escondido de nossa percepção consciente. Na realidade, todos os relacionamentos existem por uma razão diferente da que imaginamos, seja individual ou coletivamente como sociedade. Seu verdadeiro objetivo não é nos fazer felizes, não é satisfazer nossas necessidades, não é definir a nós ou nossa posição na sociedade, não é nos dar segurança, mas nos fazer despertar e crescer.
         Despertar e crescer não é fácil. Não é de espantar que algo tão irresistível quanto um relacionamento seja freqüentemente necessário para que isso se realize.

29 de Outubro
         Quando os relacionamentos põem em risco nosso bem-estar emocional e talvez até mesmo nossa saúde e segurança física, não há dúvidas, estamos amando demais.

30 de Outubro
         Se alguma vez você já se sentiu obsecada por um homem, deve ter suspeitado que essa obsessão não era amor, mas medo. Nós que amamos obsessivamente somos cheias de medo -medo de ficarmos sozinhas, medo de não sermos amadas e valorizadas, medo de sermos ignoradas, abandonadas ou destruídas. Oferecemos nosso amor na esperança alucinada de que o homem por quem estamos obcecadas cuide de nossos medos. Em vez disso, os medos -e as obsessões- intensificam-se até que dar amor para recebê-lo de volta torna-se uma força motriz em nossa vida. E, já que a estratégica não funciona, tentamos outra vez e amamos com mais força ainda. Nós amamos demais.

31 de Outubro
         A recuperação não é uma porta a ser fechada para uma antiga maneira de viver, mas uma porta que deve ser aberta diariamente para a experiência mais plena de estar viva.


Fonte :  livro MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS -     Robin Norwood

Um comentário:

  1. Estava perdida, parece que uma forte luz esta me dando esperanças após ler tais verdades!

    ResponderExcluir